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Alimentos alergênicos: lista, exemplo de tabela e o que o restaurante deve fazer

Alimentos alergênicos são os que a ANVISA manda destacar no rótulo de produtos embalados: cereais com glúten, crustáceos, ovos, peixes, amendoim, soja, leite, castanhas e látex natural. Segundo a ANVISA, prato feito na cozinha do restaurante fica fora dessa regra. Mesmo assim, o cliente pergunta, e uma tabela por prato ajuda a responder certo.

A lista de alergênicos e onde eles se escondem na cozinha

A lista vem do anexo da RDC ANVISA 727/2022, a regra de rotulagem de produtos embalados. O ingrediente óbvio raramente é o problema. O problema está nas misturas, nos molhos e nos produtos comprados prontos, por isso a coluna da direita mostra onde olhar. São exemplos típicos, e quem manda é o rótulo do produto que você usa de verdade.

AlergênicoCostuma aparecer em
Trigo, centeio, cevada e aveia e seus híbridosFarinha para polvilhar, roux, farinha de rosca, shoyu, massa de empanar com cerveja, alguns caldos em pó
CrustáceosCaldo de camarão, pasta de camarão nas pastas de curry, bisque
OvosMaionese, aioli, massa fresca, pincelada em salgados e doces, algumas farinhas de rosca
PeixesMolho inglês, molho Caesar, molho de peixe, anchova em tapenade
AmendoimSatay, algumas pastas de curry, óleo de amendoim, molhos asiáticos
SojaShoyu, tofu, algumas margarinas, pães e chocolate
Leite de todas as espécies de mamíferosManteiga para finalizar molho, creme de leite, queijo, alguns embutidos e misturas de temperos
Amêndoa, avelã, castanha-de-caju, castanha-do-pará, macadâmia, nozes, pecã, pistache e pinoliPesto, marzipã, praliné, óleos de castanhas, granola, algumas bases de sobremesa
Látex naturalLuvas e utensílios de látex usados no pré-preparo, o que vale conferir com o fornecedor
Outros da lista europeia: aipo (salsão), mostarda, gergelim, tremoço, moluscos, sulfitosFora da lista da ANVISA. Mirepoix, molhos de salada, tahine, alguns pães, molho de ostra, vinho no molho
Lista europeia A última linha não é exigência brasileira. Ela existe porque na União Europeia a lista tem outros itens, e turistas europeus podem perguntar por eles. Se a sua casa recebe esse público, marcar esses itens também dá pouco trabalho a mais.

O que o restaurante deve fazer no Brasil

A pergunta tem uma resposta menos direta do que parece. A regra de rotulagem é clara para o produto embalado, mas não foi escrita para o prato que sai da sua cozinha.

Confirme no local Este texto é um resumo, não é consultoria jurídica. O que vale no seu caso quem diz é a Vigilância Sanitária local, e as regras nessa área estão mudando. Pergunte lá.

Exemplo de tabela de alergênicos

A tabela de alergênicos tem os pratos de um lado e os alergênicos do outro. A versão completa tem uma coluna para cada item da lista da ANVISA, e mais os itens da lista europeia se você receber turistas. Para funcionar no dia a dia, a cozinha também precisa saber de onde vem cada alergênico, para conferir de novo quando algo mudar. Veja como fica em cinco pratos típicos. As receitas são exemplos, as suas vão ser diferentes.

PratoOrigem nesta receitaInforme ao clienteConfira quando
Salada CaesarMolho com anchova, gema e mostarda, parmesão, croutonsPeixes, ovos, leite, trigo; mostarda (lista europeia)O molho ou os croutons são comprados prontos
Massa ao pesto de manjericãoMassa fresca, parmesão, castanha-de-caju no pestoTrigo, ovos, leite, castanha-de-cajuA marca do pesto mudar
Carne de panela ao vinho tintoMirepoix, vinho tinto, caldo, manteiga para finalizarLeite; aipo e sulfitos (lista europeia)A base do caldo mudar
Homus com pão sírioTahine, pão de trigoTrigo; gergelim (lista europeia)A padaria mudar
Curry verde com camarãoCamarão, pasta de camarão, molho de peixe, shoyuCrustáceos, peixes, soja, trigoA pasta de curry mudar
Leia cada rótulo O prato só é tão confiável quanto o ingrediente menos conferido. Inclua óleos, misturas de temperos, molhos prontos e guarnições. Procure no rótulo a linha ALÉRGICOS: CONTÉM ou ALÉRGICOS: PODE CONTER e passe isso para a tabela.

Sua tabela e suas fichas técnicas precisam contar a mesma história. Se a ficha lista um ingrediente, os alergênicos dele entram na tabela. No seu Manual de Boas Práticas e APPCC, deixe por escrito como a cozinha controla os alergênicos.

Como montar a tabela de alergênicos em seis passos

Reserve uma tarde tranquila por parte do cardápio. A primeira versão é a que dá mais trabalho. Depois é só manter.

  1. Liste cada prato e cada componente. Inclua molhos, guarnições, pão, acompanhamentos, bebidas com alergênicos e o prato do dia. O cliente pergunta sobre o prato inteiro.
  2. Junte os rótulos e as fichas dos produtos. De cada produto comprado, guarde o rótulo atual ou a ficha do fornecedor. Se um produto chegar sem isso, peça ao fornecedor antes de usar.
  3. Marque os alergênicos por prato. Trabalhe a partir da receita, não da memória, e anote o ingrediente de origem de cada marca. Duas pessoas conferindo pegam mais do que uma.
  4. Deixe disponível para clientes e equipe. Decida como o cliente chega a essa informação: no cardápio, numa pasta ou perguntando à equipe. Confira com a Vigilância Sanitária se há regra local. Deixe também uma versão atual no passe.
  5. Treine quem cozinha e quem atende. A equipe precisa saber onde está a tabela, para quem perguntar e que chutar nunca é aceitável. Explique num idioma que cada pessoa entende.
  6. Atualize a cada mudança. Prato novo, receita nova, produto novo ou fornecedor novo: mude a tabela no mesmo dia e coloque a data da nova versão. Tire as cópias antigas de circulação.

A troca de fornecedor que derruba a sua tabela

Eis a cena que ninguém planeja. A sua farinha de rosca de sempre está em falta, e o fornecedor manda outra marca. A cozinha usa, o prato fica com o mesmo gosto, e o produto novo traz um alergênico que o antigo não tinha. A sua tabela agora está errada, e nada na cozinha mostra isso.

Por isso, o controle de alergênicos começa na compra. Coloque isso na sua conferência de recebimento: quando um produto vier diferente do que você pediu, compare o rótulo antes de guardar e avise quem cuida da tabela. Peça aos seus fornecedores que avisem com antecedência sobre substituições e mudanças de receita.

Tabela feita uma vez

  • Escrita quando o cardápio saiu
  • Baseada nos produtos daquele dia
  • O substituto vai direto para a prateleira
  • Ninguém sabe qual é a versão atual

Tabela que continua certa

  • Tem data e um responsável
  • Todo substituto passa pela leitura do rótulo
  • Mudança de receita leva à atualização
  • Cópias antigas saem de circulação

Contaminação cruzada e a conversa com o cliente

Conhecer os ingredientes é metade do trabalho. A outra metade é manter o alergênico fora do prato que não pode ter e ser honesto quando não dá para garantir.

Em caso de emergência A equipe precisa saber que, numa reação grave, se chama o socorro na hora. Dúvida médica é com o médico, não com este guia nem com a cozinha.

Erros comuns com alergênicos no restaurante

Onde o Pelican ajuda, e onde não

O Pelican não é software de alergênicos. Ele não guarda alergênicos, não monta tabela nem confere rótulos, e não substitui a sua documentação nem a fiscalização da Vigilância Sanitária. Também não é sistema de caixa, nem sistema de pedidos para clientes, nem controle de estoque, e não faz o pedido diretamente aos seus fornecedores.

O Pelican cuida do pedido. A equipe anota o que está faltando, por voz ou digitando, cada um no seu idioma, e o chef aprova uma lista. O histórico mostra o que foi pedido, quando, a qual fornecedor e por quem. Isso ajuda quando uma entrega vem diferente do pedido e você precisa identificar um substituto. A leitura do rótulo continua com você.

App Pelican: histórico com os pedidos, os itens e os gastos da semana

O Pelican é cobrado por estabelecimento, não por usuário: Solo 19 euros por mês (até 3 usuários), Basic 29 euros por mês (até 5 usuários), Pro 59 euros por mês (usuários ilimitados). No pagamento anual são 15, 24 ou 49 euros por mês. Todo plano começa com 30 dias grátis.

Perguntas frequentes

Quais são os alimentos alergênicos da lista da ANVISA?

Trigo, centeio, cevada e aveia e seus híbridos; crustáceos; ovos; peixes; amendoim; soja; leite de todas as espécies de mamíferos; amêndoa, avelã, castanha-de-caju, castanha-do-pará, macadâmia, nozes, pecã, pistache e pinoli; e látex natural.

O restaurante é obrigado a informar alergênicos no cardápio?

A RDC 727/2022 não serve de base para isso: ela trata de produtos embalados, e o material da ANVISA diz que ela não cobre comida preparada e vendida em serviços de alimentação. A ANVISA está revendo as regras, então confira o texto atual e a Vigilância Sanitária local. Mesmo assim, recomendamos manter a tabela.

O que é uma tabela de alergênicos?

Uma tabela que mostra quais alergênicos cada prato tem. A cozinha usa para informar o cliente com segurança e para saber de onde vem cada alergênico quando um produto muda.

O que são as frases ALÉRGICOS: CONTÉM e ALÉRGICOS: PODE CONTER?

São as frases previstas na RDC 727/2022 para o rótulo de produtos embalados. Na cozinha, leia as duas em tudo o que comprar e passe para a tabela o que elas indicam.

E a informação sobre glúten?

A Lei 10.674/2003 trata da frase sobre glúten em produtos embalados. Use essa frase como fonte ao montar a tabela. Em um prato da cozinha, só prometa ausência de glúten se puder garantir, inclusive contra contaminação cruzada.

Com que frequência devo atualizar a tabela?

Sempre que mudar um prato, uma receita, um produto ou um fornecedor, e também numa revisão regular, para pequenas mudanças não passarem batido. Coloque a data em cada versão e tire as antigas de circulação.

Menos surpresas na entrega

O Pelican junta a lista de pedidos da sua equipe, em todos os idiomas da sua cozinha, com um histórico do que foi pedido. Teste grátis por 30 dias. Ele não substitui os seus registros de alergênicos.

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