Pelican › Guias › Ficha técnica de preparação

Ficha técnica de preparação: como fazer e calcular o custo do prato

A ficha técnica de preparação é o padrão de um prato: cada ingrediente com peso líquido, fator de correção, preço de compra e custo da linha. A soma dividida pelas porções dá o custo por porção. Dividido pela sua meta de CMV, ele mostra o preço de venda mínimo.

IngredientePeso líquidoUnidadePreço por unidadeRendimento %Custo
Sua própria meta. Como chegar nela: guia da calculadora de CMV.
Opcional. Use o percentual que vale para o seu negócio.

Preços de compra sem impostos recuperáveis. Rendimento = peso líquido ÷ peso bruto. Tudo é calculado no seu navegador, nada é salvo ou enviado.

O que é a ficha técnica de preparação, e o que ela não é

A ficha técnica de preparação é a versão oficial de um prato, a que toda a equipe faz do mesmo jeito. Linha por linha: ingrediente, peso líquido no prato, fator de correção depois da limpeza ou da cocção, preço de compra e custo. No fim, o custo da receita, o custo por porção e o preço de que você precisa.

Este guia trata do custo de um prato. O CMV do restaurante inteiro, com estoque inicial, compras e estoque final, está no guia da calculadora de CMV. As duas coisas andam juntas: a ficha técnica diz quanto um prato deveria custar e o CMV do mês diz quanto ele custou de verdade.

O que vai na ficha técnica de preparação

Uma boa ficha cabe em uma página e tem sempre os mesmos campos:

Da ficha técnica ao pedido A ficha diz o que cada prato leva. Pelican é a lista de pedidos compartilhada em que a equipe fala o que está faltando, para o chef aprovar uma lista limpa antes de pedir.

Exemplo de ficha técnica: risoto de champignon para 8 porções

Os preços abaixo são exemplos para mostrar a conta, não preços de mercado. Para a sua cozinha valem as suas notas fiscais.

IngredientePeso líquidoRendimentoPreçoCusto
Arroz carnaroli0,8 kg100 %R$ 20,00/kgR$ 16,00
Champignon1,2 kg80 %R$ 30,00/kgR$ 45,00
Parmesão0,2 kg100 %R$ 90,00/kgR$ 18,00
Manteiga0,15 kg100 %R$ 50,00/kgR$ 7,50
Cebola0,3 kg90 %R$ 7,50/kgR$ 2,50
Caldo de legumes (caseiro, custo estimado)3 l100 %R$ 2,00/lR$ 6,00
Vinho branco0,2 l100 %R$ 25,00/lR$ 5,00
Total da receitaR$ 100,00
Exemplo de ficha técnica. Custo da linha = peso líquido ÷ rendimento × preço.
R$ 100,00Custo da receita
R$ 12,50Custo por porção
R$ 41,67Preço mínimo com CMV de 30 %

A conta: R$ 100,00 divididos por 8 porções dão R$ 12,50 por porção. Se a matéria prima deve ser 30 por cento do preço de venda, você divide por 0,30: R$ 12,50 ÷ 0,30 = R$ 41,67 sem impostos. É o mesmo exemplo que já está na calculadora acima: mude um preço e veja o que acontece.

Peso bruto, peso líquido e fator de correção

É no fator de correção que a maioria das fichas erra. O risoto pede 1,2 kg de champignon limpo. Se na limpeza você perde 20 por cento, precisa comprar 1,2 ÷ 0,80 = 1,5 kg. Você paga 1,5 kg, não 1,2.

Peso bruto = peso líquido × fator de correção Fator de correção = peso bruto ÷ peso líquido. Custo da linha = peso bruto × preço de compra.

Se você conta só o peso líquido, a linha do champignon custa R$ 36,00 em vez de R$ 45,00: R$ 9,00 a menos em uma única receita. Com a cebola acontece o mesmo em escala menor. Sem fator de correção a ficha mostra R$ 90,75 em vez de R$ 100,00 e cada porção parece mais lucrativa do que é.

O fator de correção não se copia de tabela, se pesa. Pese o produto como ele chega, limpe do jeito que a sua equipe limpa e pese de novo. Faça isso três vezes em dias diferentes e use a média. Em carnes e peixes entra também a perda na cocção: pese cru e pronto e anote os dois valores.

Como fazer a ficha técnica em seis passos

  1. Defina a receita e o rendimento. Escreva o prato como ele sai de verdade no passe, não como estava no caderno, e defina para quantas porções você calcula.
  2. Pese cada ingrediente líquido. Na balança, não no olho. Inclua guarnição, molho e finalização, que também custam.
  3. Meça o fator de correção. Para tudo que é limpo, descascado, desossado ou perde peso na cocção. O que vai inteiro fica com fator 1.
  4. Coloque o preço atual. Preço da última nota, na mesma unidade do peso: por kg se você pesa em kg.
  5. Calcule linha, receita e porção. Peso líquido ÷ rendimento × preço, some as linhas, divida pelas porções. Ou use a calculadora acima.
  6. Confira e deixe à vista. Compare com uma porção pesada no passe e deixe a ficha com a foto da montagem na praça.

Do custo por porção ao preço de venda

O preço mínimo vem do custo por porção dividido pela sua meta de CMV: preço de venda = custo por porção ÷ meta de CMV. Com 30 por cento, isso é multiplicar por 3,33. Os impostos sobre a venda dependem do regime do seu negócio e entram na conta à parte.

A sua meta não se copia da internet. Ela sai dos seus números: faturamento, folha, aluguel, energia e o lucro que você quer. O guia da calculadora de CMV mostra como chegar nela para o restaurante inteiro. Lembre também:

Mantendo as fichas técnicas atualizadas

Uma ficha com preços do ano passado é pior do que nenhuma, porque dá falsa segurança. Os erros mais comuns:

Fichas atualizadas também ajudam a comprar melhor: você sabe o que cada prato leva e pode definir o estoque mínimo a partir das porções que vende.

Onde o Pelican ajuda, e onde não

Para deixar claro: o Pelican não faz fichas técnicas nem calcula o custo dos pratos. Não é um sistema de gestão de receitas, não controla estoque com entradas e saídas, não é PDV nem sistema de pedidos para clientes e não substitui o seu fornecedor nem a negociação de preços com o representante.

O Pelican cuida do pedido. A equipe toda escreve na mesma lista, por voz ou digitando, em alemão, italiano ou inglês. O Pelican reconhece o produto, junta os duplicados e organiza a lista por categorias. O chef aprova antes da visita do representante ou antes de enviar em PDF ou pelo WhatsApp. No modo fornecedor você marca o que pede e, se quiser, registra o preço, por exemplo por kg. Assim você tem à mão o último preço pago para atualizar a ficha. O histórico mostra o que foi pedido, quando, a qual fornecedor e por quem.

App Pelican: uma lista de pedidos compartilhada para toda a equipe de cozinha

O Pelican é cobrado por estabelecimento, não por usuário: Solo 19 euros por mês (até 3 usuários), Basic 29 euros por mês (até 5 usuários), Pro 59 euros por mês (usuários ilimitados). No plano anual são 15, 24 ou 49 euros por mês. Todo plano começa com 30 dias grátis.

Perguntas frequentes sobre a ficha técnica de preparação

O que é ficha técnica de preparação?

É a versão padrão de um prato com pesos exatos, fator de correção de cada ingrediente, preços de compra e custos, muitas vezes com modo de preparo, foto e alergênicos. A soma dá o custo da receita e, dividida pelas porções, o custo por porção.

Como calcular o custo de um prato?

Pese cada ingrediente líquido, meça o rendimento, use o preço de compra e calcule cada linha como peso líquido ÷ rendimento × preço. Some as linhas e divida pelo número de porções.

O que é fator de correção?

É a relação entre peso bruto e peso líquido: FC = PB ÷ PL. No exemplo, 1,5 kg de champignon comprado rendem 1,2 kg limpos, então o fator é 1,25.

Como chegar ao preço de venda pela ficha técnica?

Divida o custo por porção pela sua meta de CMV. Com R$ 12,50 por porção e meta de 30 %, o preço mínimo é R$ 41,67 sem impostos.

De quanto em quanto tempo atualizar a ficha técnica?

Quando mudar o preço de um item que pesa no prato, quando mudar a receita ou a porção e, no mínimo, a cada estação.

Ficha técnica e CMV são a mesma coisa?

Não. A ficha técnica calcula um prato antes. O CMV mede depois quanto o restaurante inteiro consumiu num período. Se o CMV real fica muito acima das fichas, porções, preços ou fatores não batem.

A ficha técnica diz o que cada prato leva. O Pelican transforma o que falta no pedido.

A equipe toda fala numa lista só, organizada por categorias e aprovada pelo chef. 30 dias grátis.

Crie o estabelecimento e teste 30 dias grátis